Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Escola Darcy Vargas sofreu 3 furtos em outubro de 2018. Ela seria uma das beneficiadas pelo videomonitoramento
Em 12 de março de 2018, o Diário noticiou: a prefeitura de Santa Maria confirmou que lançaria a licitação para a instalação de novas câmeras de videomonitoramento na cidade e em prédios públicos, o que incluiria equipamentos que identificariam placas de carros para o sistema chamado de cercamento eletrônico. Era preciso licitar o serviço também porque, na metade do ano passado, o contrato antigo deixaria de vigorar e mais de 600 câmeras antigas parariam de funcionar. Devido a atrasos, a licitação não saiu, as câmeras velhas deixaram de operar e, um ano após o anúncio, a concorrência para contratar o serviço ainda não foi lançada.
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O chefe da Casa Civil, Guilherme Cortez, afirmou na sexta-feira que ainda não há prazo para lançar a licitação. Segundo ele, o processo teve de ir para o setor de engenharia, que precisava reanalisar alguns itens, mas já está para avaliação pela comissão de licitações. Cortez diz que a ideia é a manutenção do mesmo projeto anunciado há um ano, no entanto, envolveu agora uma questão de engenharia elétrica, por isso ocorreu a demora, porque foram necessários laudos devido à complexidade do projeto. A licitação deve prever a instalação de mais de 700 câmeras em escolas, postos de saúde, outros prédios públicos e ruas. Dessas, 53 serão com tecnologia OCR, que lê placas de carros e alerta se um carro é roubado. A licitação prevê ainda uma central de videomonitoramento em conjunto com órgãos de segurança.
Questionado sobre o prejuízo em termos de segurança pela falta das câmeras, Cortez alegou que não há, pois em casos pontuais a Guarda Municipal é enviada para reforçar a segurança. Porém, no final do ano passado, o Sindicato dos Professores Municipais (Sinprosm) divulgou um levantamento apontando que algumas escolas foram alvo de arrombamentos e furtos após o fim do videomonitoramento. A escola Darcy Vargas (foto acima), na Avenida Borges de Medeiros, foi arrombada três vezes só em outubro. Segundo o Sinprosm, também houve casos na Luizinho de Grandi, na Sinos de Belém e na Perpétuo Socorro.